Bom, acho que vou dobrando o intervalo de tempo em que sento para escrever minhas questões. Fiquei três sessões sem nada escrever. A quinta sessão porque meu namorado estava aqui e não queria que ele visse que tenho este blog. Não tive como disfarçar! A sexta sessão porque quando sai da consulta reencontrei um ex e ficamos conversando horas sobre nossas vidas. Fiquei surpreso com tudo o que aconteceu com ele, mas talvez não interesse falar aqui. Pelo menos não neste momento. A sétima consulta porque eu já havia perdido o hábito de escrever, e achei que era uma grande bobagem tudo isso. Mas hoje percebi o quanto faz falta sair da terapia e novamente ter um momento para mim. Isso porque hoje a terapia foi "um pouquinho desconfortável". Começamos a discutir algumas questões políticas, como questões raciais, cotas, identidade negra e etc. E a visão da minha analista é completamente diferente da minha. Percebo pelos questionamentos que ela me faz. E também por algumas situações que ela exemplifica. Não sei se seria o papel dela falar tanta coisa como ela vem me falando, mas... Ah!!! Falando em falar tanta coisa, falei para ela na sexta sessão que eu tinha um blog e que ninguém sabia da existência dele. Ela achou legal! Disse que um dia iria mostrar pra ela os meus escritos, mas acho que esse dia não acontecerá, a não ser que eu mude de terapeuta ou que receba alta. Falo muitas coisas sobre ela aqui, e acho que ela não ia gostar de saber que também é analisada enquanto me analisa. Na verdade ela já deve saber que isso acontece, mas... Enfim! O grande lance é que estou percebendo que este momento da análise está servindo porque tem sido o único momento da semana que paro para refletir sobre mim. Está sendo bastante interessante isso. E é riquíssimo. Começo a achar que é importantíssimo também essas diferentes visões de mundo que temos, porque não recebo algo já viciado com o meu modo de olhar. Pode ser que futuramente eu volte a achar tudo isso uma grande perda de tempo, como já comecei a refletir, mas pode ser que eu decida "continuar pra ver qualé!" O que mais importa é que até o momento percebo que tenho falado menos da minha vida para os outros, me privando um pouco mais, me resguardando, pois sei que tenho o meu momento de soltar. E esse momento é toda terça-feira às 18:30.
Estou fazendo uma análise da análise sim, pois acho que nem a própria análise deve passar sem ser analisada!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Quarta Sessão
Fiquei duas semanas sem escrever, não porque faltei à sessão da semana passada, mas porque foi feriado. E preferi não marcar para outro dia da semana. Minhas sessões são sempre terças às 19h. Hoje a sessão confesso que me senti um pouco desconfortável diante de algumas coisas que minha psicanalista falou. Cheguei muito cansado e pela primeira vez me deitei no divã. Foi muito natural. Reparei que ela ficou olhando para os meus pés, acredito que pensando se eu não ia tirar os sapatos, mas não tirei. Estava com medo de estar com xulé. Comecei falando do meu cansaço e de como não estou conseguindo dar conta de todas as coisas ao mesmo tempo. Mestrado + 40h de trabalho é muito desgastante. Acabo não fazendo nada direito. Disse também o quanto sou bagunceiro e apegado à coisas velhas. Guardo muito, muito, mas muito entulho. Falei também do meu descontrole financeira e, mais uma vez, sobre o meu relacionamento. Não tem como detalhar tudo aqui, até porque estou muito cansado, mas espero que ao longo das sessões vocês consigam me entender um pouco mais. Sou professor, e a minha psicanalista também foi professora. Hoje ela está aposentada. Quando reclamei da questão financeira acho que ela jogou pra cima de mim toda a frustração financeira que ela tinha e tentou me convencer (não sei se seria esta palavra), mas tentou mostrar que eu deveria tentar concursos para outras áreas. Como se eu não fosse conseguir uma estabilidade financeira como professor. Sei que isso é muito difícil, mas a minha realização profissional está aí. Quero ser professor universitário, quero acabar o mestrado e fazer doutorado em educação. Falei com ela que não quero jogar esforços em outra área que não me dê prazer. Particularmente, acho que estou muito novo para ter as mesmas frustrações que ela teve como docente, até porque o caminho que estamos seguindo é totalmente oposto. Ela não fez mestrado e nem doutorado em educação. Ele passou todos os anos na rede municipal de ensino, até se aposentar. E, definitivamente, não é isso que quero pra mim. Sou ambicioso, mas também tenho uma filosofia de vida. Não quero me vender ao sistema. Quero poder continuar sendo esse revolucionador de mentes. Acho que ainda posso. Sou novo, tenho apenas 25 anos. Se ela concordou com o meu ponto de vista eu não sei, mas pelo menos ela respeitou. Gosto muito dela e gosto dos nossos diálogos. Depois conversamos um pouco mais sobre o meu corpo. Ela disse que não quer e nem pretende subestimar a minha inteligência, mas que achava que eu precisa "apelar" (palavra minha) para um exercício mais comportamental. Pediu para que antes das refeições eu abrisse um espelho e me olhasse. Antes, é claro, ela perguntou se eu estava feliz com o meu corpo. Eu respondi que não. Depois ela falou isso. Falei também sobre o exercício de respirar e repetir a palavra CANCELAR, que uma amiga psicóloga me ensinou para dispersar pensamentos que me incomodam e me impedem de agir ou de dormir. Falei que um outro conhecido, psicólogo, zombou deste método, mas que eu estava fazendo e estava dando certo. Ela não manifestou oposição ao método e disse que se antes de dormir eu sentir insônia para eu inspirar o ar pensando na palavra bom e expirar pensando na palavra ruim. Que isto seria uma forma de "limpeza" (palavra minha) do organismo. Gostei!!! Por enquanto é só isso que tenho para dizer. Estou adorando a consulta, apesar de às vezes também tentar analisar a minha analista... rs Acho que faz parte! Boa noite! Até a próxima sessão.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Terceira Sessão
Acabei de sair da minha terceira sessão de análise com vontade de escrever sobre o que discutimos. Na realidade, essa vontade já havia surgido após a segunda, mas não havia concretizado.
Sai hoje com uma questão a refletir: SOU ESPAÇOSO!!!
Diante de tudo o que discuti com a minha analista consegui perceber o quanto SOU ESPAÇOSO.
Ela me disse que percebeu que minha história de vida é marcada por grandes rupturas e questionou sobre a necessidade de ir demarcando meu espaço.
Falei o quanto me sinto frágil fisicamente, mas o quanto eu consigo derrotar alguém só com o discurso. Discursar me faz forte.
Sobre algumas coisas que falei sobre meu relacionamento, ela disse que sou muito coerente, mas que preciso descer do salto e calçar uma sandália bem rasteirinha quando for colocar as minhas posições.
Ela refletiu um pouco sobre a minha vida e sobre o meu corpo. Eu havia reclamado sobre o meu peso, nunca estive tão gordo quanto agora.
Ela falou um pouco dessa relação entre as atitudes pesadas e sem demarcação de limites, e como isso se reflete fisicamente no meu corpo.
Por que preciso atropelar as pessoas? Esta aí algo que preciso pensar.
Ela falou um pouco dessa relação entre as atitudes pesadas e sem demarcação de limites, e como isso se reflete fisicamente no meu corpo.
Por que preciso atropelar as pessoas? Esta aí algo que preciso pensar.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
O roubo.
Sexta-feira, 27 de agosto de 2010.
Estava eu retornando de Petrópolis. Peguei o ônibus que me deixaria no Castelo, especificamente na Rua Nilo Peçanha. Como de costume, ia em sentido à Rua da Carioca, onde tomaria o ônibus para casa. Acontece que, nesse breve percurso, eu presenciaria o fato que narrarei agora:
Um grupo de pessoas, na Praça Melvim Jones, olhava para o mesmo ponto. Como bom curioso que sou, tratei de identificar o local para o qual eles olhavam. Foi então que presenciei dois homens brancos ao redor de uma criança negra. Eles eram o centro das atenções dos espectadores. O menino começava a tirar a roupa dizendo: “Não fui eu! Não fui eu! Olha aqui. Estou tirando a roupa. Quer ver?” Chegando a ficar de cueca perante a todos os observadores. A idade do menino? No máximo 7 anos. Uma jovem, com o namorado, falou algo para um dos homens. Ele respondeu: “Leva pra casa então. Isso não é criança. Eu vi ele roubar. Passou a mão no pescoço dela. Tá com peninha? Pega pra criar.” Enquanto isso o garoto sacudia a mão. Parecia que haviam torcido o pulso dele. Entre os observadores o comentário era: “Tá certo ele. Isso sempre acontece por aqui.” O homem, que havia esbravejado as falas para a jovem, abraçou sua própria namorada. Ela com a mão no pescoço. Alguém perguntou para os dois: “Acharam?” E eles responderam: “Não. Não.” E sobre a jovem disseram: “Quero ver se ela vai ficar com peninha quando for ela.” E foram embora. O menino continuou parado no centro da Praça sob o olhar de todos. Eu fui seguindo meu caminho. Todos seguiram. Nada fiz a respeito. Mas tudo isso me trouxe a seguinte reflexão: Como posso ver alguma coisa tão valiosa sendo roubada e não fazer nada para tentar recuperar? Sequer me preocupei em procurar onde estava. Ficamos todos ali. Parados. E somente uma pessoa tentou agir. Não sei se ela percebeu o valor do que havia sido roubado, nem se algo havia sido roubado, mas tentou. Não! Não estou falando do roubo do cordão de ouro da pobre namorada. Estou falando do roubo da infância daquela criança. Ou seria, o cordão, mais valioso?
Um grupo de pessoas, na Praça Melvim Jones, olhava para o mesmo ponto. Como bom curioso que sou, tratei de identificar o local para o qual eles olhavam. Foi então que presenciei dois homens brancos ao redor de uma criança negra. Eles eram o centro das atenções dos espectadores. O menino começava a tirar a roupa dizendo: “Não fui eu! Não fui eu! Olha aqui. Estou tirando a roupa. Quer ver?” Chegando a ficar de cueca perante a todos os observadores. A idade do menino? No máximo 7 anos. Uma jovem, com o namorado, falou algo para um dos homens. Ele respondeu: “Leva pra casa então. Isso não é criança. Eu vi ele roubar. Passou a mão no pescoço dela. Tá com peninha? Pega pra criar.” Enquanto isso o garoto sacudia a mão. Parecia que haviam torcido o pulso dele. Entre os observadores o comentário era: “Tá certo ele. Isso sempre acontece por aqui.” O homem, que havia esbravejado as falas para a jovem, abraçou sua própria namorada. Ela com a mão no pescoço. Alguém perguntou para os dois: “Acharam?” E eles responderam: “Não. Não.” E sobre a jovem disseram: “Quero ver se ela vai ficar com peninha quando for ela.” E foram embora. O menino continuou parado no centro da Praça sob o olhar de todos. Eu fui seguindo meu caminho. Todos seguiram. Nada fiz a respeito. Mas tudo isso me trouxe a seguinte reflexão: Como posso ver alguma coisa tão valiosa sendo roubada e não fazer nada para tentar recuperar? Sequer me preocupei em procurar onde estava. Ficamos todos ali. Parados. E somente uma pessoa tentou agir. Não sei se ela percebeu o valor do que havia sido roubado, nem se algo havia sido roubado, mas tentou. Não! Não estou falando do roubo do cordão de ouro da pobre namorada. Estou falando do roubo da infância daquela criança. Ou seria, o cordão, mais valioso?
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Central Popular do Brasil
Hoje, fui preenchido por uma profunda tristeza. Na última segunda feira, dia 26 de abril, eu estava em uma consulta médica na Praça XI e tomei uma condução que seguia para o Leblon. Era por volta das 16h e vi que o céu estava coberto de fumaça e que estas vinham em direção da Central do Brasil. Naquele momento, não passou pela minha cabeça o que poderia estar pegando fogo.
Quando o ônibus passou em frente à Central do Brasil, na Av. Presidente Vargas, vi que a nuvem preta surgia do camelódromo, mesmo assim não tinha como ter noção do que estaria acontecendo de fato. Ao chegar em casa, ouvi a triste notícia de que o camelódramo da Central do Brasil havia pegado fogo. Mesmo assim ainda não tinha real dimensão do que havia acontecido.
No dia seguinte,como eu teria que ir à Penha, tomei a condução até a Central do Brasil; havia me esquecido da tragédia. Caos total. Tive que dar a volta no quarteirão para chegar até a Rodoviária. Ali comecei a sentir tristeza; a famosa barraca de frutas que ficava de frente para a rodoviária estava na prateleira exibindo melancias negras. Essa é a imagem que guardo deste dia. Muita gente em volta, olhando a tragédia. Como eu estava com muita pressa, ainda não havia sido capaz de sentir realmente o que havia acontecido. Sabe quando a ficha não cai? É isso! Pois bem, acompanhei durante a semana, todas as matérias que mostravam tratores cumprindo seus papéis e devastando o que não havia sido devastado pelo fogo, mas a ficha ainda não havia caído.
Exatamente uma semana depois, salto eu na Central do Brasil, vindo do Catete e rumando para a Penha, espero o 355, mas o caminho dele já não era mais o mesmo. Que droga! Não sabia. Decidi então ir à Rodoviária(da Central). Passo pela internacionalmente conhecida Estação Central do Brasil e...
...nossa! Só de lembrar meu coração palpita e meus olhos enchem de lágrimas. Apesar de tudo, eu não esperava visualizar aquele deserto repleto de dunas de sucata que havia surgido na minha frente. Que vontade de me lançar naquele entulho e tentar reerguer cada um daqueles ferros. Era preciso fazer isso? Senti parte de mim e da minha história sendo sucateada com aqueles destroços. Percebi o que são capazes de fazer comigo, caso eu não corresponda às expectativas da elite. E não fazemos nada, absolutamente, NADA!
As autoridades anunciaram que aquele terreno agora faz parte de um projeto de modernização e ampliação daquela Rodoviária. Mas para atender aos interesses de quem? E a minha cultura? E a minha história? E a minha vida que não sabe existir sem aquele espaço? Sou parte da Central do Brasil e ela é parte de mim. Aquele camelódromo é A CENTRAL DO BRASIL.
Durante toda a minha vida, desde a infância, sempre passei pelo camelódromo da Central do Brasil, pela CENTRAL POPULAR DO BRASIL. Era o único centro (que conhecia...) dominado pela periferia. Pelo menos centro de nome. Ali nós éramos os protagonistas. Vendíamos barato, comprávamos barato. Bebíamos, dançávamos ou simplesmente passávamos por ele. Mas era nosso. Como era útil: Fones de ouvido, pastéis e refrescos, banheiros públicos, barbeiros, o salão da Angolana Vitória onde Priscila havia feito suas tranças, a loteria de esquina onde fiz várias fézinhas na mega-sena, o hotel popular onde tive algumas aventuras sexuais, o videokê que me ouvia nas madrugas em que passei por ali bêbado vindo da Lapa e que me igualava aos demais, os chocolates, os guarda-chuvas... Todos utensílios de extrema necessidade, mesmo que momentânea. Nada disso mais fará parte daquele espaço. E os DVDs e CDs piratas? Que sociabilizavam a cultura musical e ainda trazia novos fenômenos vindos do Norte e Nordeste, misturados com novos talentos da música Gospel. Misturando o nosso povo, a nossa gente, o nosso cheiro, nossos sons.
Tudo isso foi destruído, não pelo incêndio, mas por aqueles que acreditam que ainda vivemos na época da Ditadura Militar e que precisamos de um “Choque de Ordem”. Não precisamos de ninguém para nos dizer o que é bom ou é ruim. Se este incêndio tivesse ocorrido em um Shopping, rapidamente se manifestariam para reestruturá-lo e devolvê-lo à população burguesa, no padrão que dizem ser o certo. Agora, como foi o nosso Xopen, querem fazer dele o que bem entendem. Ditadores! Devolvam o que é nosso! Não precisamos de ninguém pra nos dizer o que é bom pra gente. Nós sabemos do que precisamos. Queremos que as autoridades nos ajudem a reerguer o nosso camelódromo. É isso que é nosso. A nossa história, a nossa cultura, a nossa vida. Se vale pouco pros doutores... Que se fodam! Pra nossa gente, vale o nosso suor!
sábado, 27 de março de 2010
Pai...
Então, é muito estranho. A ficha demora a cair. PORRA! Como assim? Logo agora que estávamos nos aproximando cada vez mais. Sempre tive uma certa dificuldade de relacionamento com meu pai. Nada muito grave. Apenas não concordava com algumas posturas dele em relação a mim. Sabe o que é? Sempre senti uma certa ausência. Mal eu sabia o que era ausência. Agora eu sei o que é. Por mais que ele não tivesse contribuído como determina o figurino para a minha formação, ele contribuiu, como pode ou como quis, não sei. O que importa é que 50% do que sou dependo dele. Sou o sujeito híbrido resultado da Terezinha e do Marco. E como sou. Quantas vezes não ouvi minha mãe falar: "nisso vc é igualzinho o seu pai." Sei que muitas coisas também sou igualzinho a ela, mas no momento é dele que estou falando. Quem conhece a minha vida, meus amigos e amigos da minha família sabem o que estou falando. Cara, a família Peixoto é muito PHODA!!! Ontem, durante o enterro do meu pai, escutei a seguinte frase: "Não esqueça jamais as lições de ética e de família que seu pai deixou pra você!" E eu fiquei pensando, que lições meu pai me deixou? Siceramente, eu e meu pai nunca tivemos aquele bate-papo, pai e filho, mas acho que posso aprender muito com ele. Não sei se sobre ética e família, pq esses conceitos são muito subjetivos, e também pq a minha moral é formada por outras lições de vida. Mas aprendi na minha relação com ele a respeitar as diferenças. E era o que eu estava fazendo. Nunca estivemos tão juntos quanto no último ano. Via meu pai todos os dias. Chegava em casa do trabalho e tava ele sentado no quintal de frente para a porta da sala, vendo televisão. Eu passava mandava um beijinho e alisava o cabelo dele. E ele retribuia mandando um outro beijinho. Quando eu acordava e ele estava no quintal eu dava um assobio e ele retribuia com o mesmo assobio. Ele era meio que "Severino, o quebra-galhos", pai me leva em tal lugar? Monta isso pra mim? Tal coisa não tá funcionando. Como chego em tal lugar? Conhecia tudo que lhe dizia respeito. Cara, como tô gostando de poder escrever coisas boas do meu pai. Hoje, não pela morte, mas pela relação que tivemos nesse último ano, eu já podia dizer que eu tinha um pai de verdade. E que eu amava muito meu pai. Não lembro quando foi a última vez que eu disse isso pra ele. Mas eu espero que ele saiba. Já chorei tanto de saudades do meu pai, mas bastava eu vir para a Areia Branca que eu encontrava com ele. Eu sabia que ele estava aqui. E agora? Quando a saudade bater, o que eu vou fazer? Aonde eu vou encontrar aquele bigode? E as piadas sem graça? E o riso parecido com o meu? Pai, não tenho uma visão endeusada de você, e isso é bom, pq somos humanos, não somos perfeitos. Por isso que aprendi a lidar com suas diferenças. Te amar do jeito que você era. Eu não queria muito não, eu só queria que no dia que eu cheguei, eu também tivesse te mandado um beijinho e passado pela útlima vez a mão no seu cabelo. Meus braços ainda estão doendo do peso do seu corpo. Mas confesso que queria que essa dor não saísse. Pq pelo menos eu ia sentir concretamente algo de você em mim. Se eu pudesse ter feito alguma coisa... Lembra o que vc fez por mim quando engasguei no churrasco? Vc sabia exatamente o que fazer para salvar a minha vida. E eu não soube o que fazer para salvar a sua. Como eu queria ter sentado do seu lado, quando eu cheguei. Também queria ter entrado naquele carro com vc. Como eu queria ter sentido o seu corpo quente. Ter te abraçado. Fazíamos tão pouco isso, né? O que importa, pai, é que nossa relação lavou todas as mágoas do passado. Se vc puder, volta um pouquinho. Aperece em sonhos, sei lá. Queria conversar com vc. Sabe aquela conversa de pai e filho que nunca tivemos?Arruma um jeitinho aí. Deve ter alguma forma dela acontecer. Ou então simplesmente leia esse texto e tenha certeza do amor que tenho por vc. Óutra coisa que ficou faltando foi a foto da família toda reunida no final do ano. Pq não tiramos, hein? E o bobo aqui achava que poderia ser feita no próximo Ano Novo. Doce ilusão!
segunda-feira, 15 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
Aonde estão meus anjos?
Tá fazendo tanta falta. É impossível segurar as lágrimas nos olhos, mas neste momento eu estou assistindo ao Programa do Raul Gil, o quadro homenagem ao artista e estou me sentindo um completo imbecíl, chorando compulsivamente ao ver a homenagem aos Titãs. Mas é porque o sentimento de amizade e de família é tão bonito que confesso chega a me dar tristeza. Não pela felicidade deles, mas por eu perceber que neste momento eu já não tenho mais tão perto de mim os meus titãs. Os meus titãs que ficaram colados na minha vida desde novembro de 2003, mas que hoje parecem estar tão distantes. O que eu faço pra ter vocês do meu lado novamente? Nós não conseguíamos ficar um dia sem nos falarmos, sem nos ligarmos, sem estarmos perto. E hoje passamos dias, semanas, às vezes meses. Daqui a pouco serão anos. Confesso que não sei o que fazer. O abismo está aumentado mais e mais. Isso é normal? Será que temos que deixar esse abismo tomar conta de nossas vidas? Tá doendo demais. Mas eu tenho muito medo de que as lágrimas sequem e de que a dor acabe por se acostumar com o abismo. Mais uma vez confesso, não sei o que fazer. Existe algo que possamos fazer? Os titãs ainda me fazem lembrar alguns momentos que esteve presente em nossas vidas. Enquanto houver sol, ainda haverá. É preciso saber viver. AMO VOCÊS!!! E nossa composição? “Alguém especial em ti encontrei. Foi tão lindo, quando te notei. E pude entender que Deus enviou a mim um anjo protetor. Tantas vezes pensei desistir, mas você me fez prosseguir. Ajudando a levar a cruz. A não me afastar de Jesus. Meu anjo, meu amigo, meu irmão a vida é bem mais bela se estou com você. Mas se o tempo não quiser querer, não vou deixar de amar você. Nossas vidas estão nas mãos do Senhor, por isso não temo. E na tribulação, meus e os seus estão seguros em Deus.”
Saudades... http://www.youtube.com/watch?v=U_wjKBskdUk
Saudades... http://www.youtube.com/watch?v=U_wjKBskdUk
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Vida que segue...
Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 2010.
Às queridas amigas e amigos do CIEP Dr. Bento Rubião.
PS.: A Baleia é amiga da sereia e o tomatinho vermelho ketchup virou....rs*
Às queridas amigas e amigos do CIEP Dr. Bento Rubião.
Pessoas,
Nunca achei que seria fácil “deixar” minha primeira casa. E como imaginei não está sendo. Apesar de tudo foi aqui que dei meus primeiros passos junto com a turma EI-24. Lembro ainda do dia que cheguei no DRH da 2 CRE e fiquei feliz ao saber que iniciaria minha jornada profissional na Rocinha. Sem hipocrisias, nunca tive problema algum em entrar em comunidade. Queria até morar aqui na favela. A Mara que escutou muito das minhas loucuras assim que cheguei aqui. Saudades!
Apesar dos loucos pensamentos, jamais esqueci minha imensa responsabilidade com a educação pública. E foi exatamente a luta pela democracia que começou a criar atritos. E os atritos desgastam. E os desgastes ferem. Feridas deixam marcas. E as marcas jamais serão apagadas. E nem quero que sejam. O CIEP me marcou e com certeza eu também deixo minhas marcas aqui. Navegar é preciso, viver não é preciso. Não desisti de lutar, muito pelo contrário. Nem sempre recuar é se acovardar. Esperar também é preciso.
Peço desculpas às que não pude abraçar pessoalmente, mas confesso que não gosto muito de despedidas. Quem gosta? Saio daqui com apenas um desejo, de que o CIEP Dr. Bento Rubião possa um dia se tornar uma unidade de ensino pública, laica, de qualidade e que atenda aos interesses desta comunidade levando em consideração que educação integral é muito mais do que manter o aluno em tempo integral na escola. Nós sabemos a luta que enfrentamos diariamente para garantir o mínimo de condições necessárias ao aprendizado e é preciso união. Esse sempre foi o meu intuito. Talvez a minha fala estivesse um pouco viciada pelos movimentos sociais os quais eu participava, mas nunca tive outro discurso senão esse. Direção, professores, funcionários, pais, alunos e comunidade é preciso saber conviver. O problema está para além destes atores, mas a resolução depende de todos.
Bom, agora me despeço pedindo desculpas pelos possíveis erros de português. Saibam que estou escrevendo essa carta sem tempo de revisá-la, mesmo assim confesso que alguns erros fogem do meu raso conhecimento da língua portuguesa. Mas isso não impede que eu me autoclassifique professor, educador e digo mais, um apaixonado pela educação pública. O mundo dá muitas voltas e certamente iremos nos encontrar muitas e muitas vezes. Algumas vezes por cima, outras por baixo. Se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi.
Beijos carinhos e abraços faternos,
Leo Peixoto.
PS.: A Baleia é amiga da sereia e o tomatinho vermelho ketchup virou....rs*
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Paixão PAGU
Estou fascinado por Patrícia Galvão. Indico esta autobiografia para tod@s. Colocarei aqui alguns trechos interessantes e depois podemos comentar um pouco mais.
"Durante todo o tempo em que convivi com meus, fui tratada por meus pais e meus irmãos mais velhos como é tratada a maioria das crianças. Eu não tive infância. Uma vez, você mesmo, Geraldo, falou na minha infância tranquila. Eu sempre fui, sim, uma mulher-criança. Mas mulher. E, ao contrário das outras, não me revoltava o trato infantil. Dissimulava minhas ideias formadas. Eu procurava parecer criança. Que complacência irônica quando comentavam minhas travessuras de criança! Era uma moleca impossível. Eu sabia que enganava todo mundo. Não havia nem conflitos, nem luta pró-independência. Eu me sentia à margem das outras vidas e esperava pacientemente minha oportunidade de evasão." (p.57)"Há muitos dias não escrevo. Quando a luz brilha, só há luz e nada mais existe. E quando a angústia volta, ela é a vacilação constante. Tenho hesitado. Para que escrever? Para que tudo isso? Pense em desistir. Talvez não termine nunca. Essa pergunta-resposta para todas as perguntas e todas as respostas: 'Para quê? Para quê?'." (p.64)
"Eu me lembro que me considerava muito boa e todos me achavam ruim. As mães das outras crianças não queriam que eu brincasse com suas filhas... Só consetiam ali minhas irmãs. Eu nunca consegui perceber minha perversidade. Tinham me feito assim e jogado em paredes estranhas. Anda então sozinha." (p.53)
FERRAZ, Geraldo Galvão (org.) Paixão Pagu: uma autobiografia precoce de Patrícia Galvão. Rio de Janeiro: Agir, 2005.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Carta para a minha infância....
Coma menos chocolate, menos frituras, menos gorduras.
Marcarrão com molho é gostoso. Tomote, cebola e pepino também são.
Corra mais. Não pare de jogar volei e nem de nadar, pois faz muito bem à saúde.
Você é lindo do jeito que você é. Não dê ouvidos para o que essas crianças antipáticas dizem sobre você.
Não perca tempo levando não das meninas. Invista nos meninos. É disso que você gosta.
Parabéns pelo esforço. E muito obrigado por me ensinar a amar a escola.
Você não vai deixar esse ambiente nem tão cedo.
Acho até que ficará nele até o fim dos seus dias.
Coma mais goiabas brancas. Elas vão sumir da face da terra.
Se possível, plante outro pé de goiaba branca no seu quintal.
Não tenha vergonha da sua mãe e nem se stress com seu pai.
Pra terminar... Não deixe sua avó beber.
Bata o pé!!!
Beijos!!!
Amo você!!!
Léo."
OBS: Esta carta foi escrita durante uma experiência vivenciada no curso de formação do ProInfantil, em 11 de janeiro de 2010, no Hotel Winstor Guanabara. Proposta de trabalho apresentada por Núbia. Experiência MARAVILINDA!!!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Perdão, amoro! Foi mais forte do que eu.
Prometi ao meu amoro que dormiria. Doce ilusão! São 00:47 do dia 13 de janeiro de 2010, uma quarta-feira. Hoje minha prima de Júlia completa 10 anos de idade. Engraçado como parece que foi ontem o nascimento de Júlia. Que engraçado...
Mas o que me faz romper o contrato de silenciar os dedos essa noite são alguns bons motivos. Sei que ao mesmo tempo em que meus dedos falam, os olhos já não mais tão atentos estão esforçando-se para continuarem abertos, mas acredito na força desse cérebro que se acha o dono do corpo, para que ele possa além de “manter de pé” minhas pálpebras, amanhã às 6:3 possa mostrar todo o seu poder de persuasão a este corpo, mantendo-o inteiramente, e novamente com as pálpebras,“de pé”.
Talvez a necessidade de ver um início me faça estar aqui. Odeio idéias que não se iniciam. Não sei se odeio com a mesma intensidade as que não se concluem. Na verdade acho que não. Pois gosto de ver trabalhos iniciados. E sei que o início é sempre o ponto de partida. E quando partimos numa viagem sem roteiro, o que menos nos importa é o ponto onde queremos chegar. Muito mais o caminho que estamos percorrendo nessa viagem que, se pudesse, seria sempre sem fim. Como não pago nada para viajar dentro de minhas próprias inquietudes, dou-me o luxo de viajar sempre. E sempre reiniciar nova viagem sem rumos, sem roteiros e sem pré-intenções (pretenções).
Amanhã, no sentido de que o amanhã é o que está entre duas noites de sono, colocarei os dedos a falar do momento em que estou vivendo. Por hora, sinto-me contemplado com o trabalho iniciado. Afinal, após suplicar ao cérebro e jogar a ele tão responsabilidade. Ele está me lembrando do compromisso que tenho. E de que amanhã às 6:30 tenho que estar de pé por inteiro.
Beijos a todos, mesmo que esse todos incluam apenas todos os eus existentes em mim nos diferentes momentos de confronto com esse mesmo texto.
_ Lá vai o pato.
_ Quê?
_ O pato.
Mas o que me faz romper o contrato de silenciar os dedos essa noite são alguns bons motivos. Sei que ao mesmo tempo em que meus dedos falam, os olhos já não mais tão atentos estão esforçando-se para continuarem abertos, mas acredito na força desse cérebro que se acha o dono do corpo, para que ele possa além de “manter de pé” minhas pálpebras, amanhã às 6:3 possa mostrar todo o seu poder de persuasão a este corpo, mantendo-o inteiramente, e novamente com as pálpebras,“de pé”.
Talvez a necessidade de ver um início me faça estar aqui. Odeio idéias que não se iniciam. Não sei se odeio com a mesma intensidade as que não se concluem. Na verdade acho que não. Pois gosto de ver trabalhos iniciados. E sei que o início é sempre o ponto de partida. E quando partimos numa viagem sem roteiro, o que menos nos importa é o ponto onde queremos chegar. Muito mais o caminho que estamos percorrendo nessa viagem que, se pudesse, seria sempre sem fim. Como não pago nada para viajar dentro de minhas próprias inquietudes, dou-me o luxo de viajar sempre. E sempre reiniciar nova viagem sem rumos, sem roteiros e sem pré-intenções (pretenções).
Amanhã, no sentido de que o amanhã é o que está entre duas noites de sono, colocarei os dedos a falar do momento em que estou vivendo. Por hora, sinto-me contemplado com o trabalho iniciado. Afinal, após suplicar ao cérebro e jogar a ele tão responsabilidade. Ele está me lembrando do compromisso que tenho. E de que amanhã às 6:30 tenho que estar de pé por inteiro.
Beijos a todos, mesmo que esse todos incluam apenas todos os eus existentes em mim nos diferentes momentos de confronto com esse mesmo texto.
_ Lá vai o pato.
_ Quê?
_ O pato.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Exegesis
"Lindo, hj (09/09/09 --- 00:44) nao consigo dormir pensando somente em vc... falei para o meu namorado o que aconteceu... eu nao consegui disfarçar, na verdade nem quis. Não sei como as coisas estão ai dentro de vc, mas quero muito que qnd vc chegar ai vc me dê um toque a cobrar para o meu celular 22-22222222... q vou arrumar um jeito de te ligar... ou entao deixe um depoimento no meu orkut com seu tel... bjos e mais bjos".Leo Peixoto.(depoimento extraido do meu orkut, porém não publico)
Tinhamos chegado a Belo horizonte ainda de madrugada, e fomos para o alojamento, esperar o dia clarear e com ele trazer toda a irreverencia peculiar ao Enuds(encontro Nacional Universitário de Diversidade sexual).Era minha terceira participação nesse evento e como fizera nas demais, tava louco para beijar, transar, enfim fazer o que me desse na telha...Ja tinha preparado o terreno na comunidade, feito vários contatos , marcado inumeras pegações, pois não nego que sempre fui adepto dessa arte, hehehe, fazia e gostava de fazer...sempre fui um puto, na totalidade da palavra...umas dessas pegações me aparece no saguão da reitoria da UFMG, olha bem na minha cara e pergunta:"quantos beijos vc vai me dar?minha reação foi o silencio...não que ele fosse feio, não fizesse meu tipo ou qq outro motivo que me levasse a dispensá-lo, pelo contrário, o achei gatinho desde que começamos a trocar scraps carinhosos na comunidade do encontro no orkut...voltei perto do meu amigo Raí e com a inescrupulosidade da raposa da lenda, desenhei o quanto pude...porém como diz o velho e bom ditado:quem desdenha quer comprar...Me fechei em copas, rebati toda e qualquer cantada, fugi de beijos, de sexo, da putaria que tanto me atraía nos eventos anteriores...aquele menino me inquietava, não parava de me torrar o saco, vinha com uma cara de cachorro que caiu da mudança sabe? me pedindo um beijo com seus olhos que me penetravam , me agoniavam de cujo foco eu procurava fugir...mesmo morrendo de vontade beijá-lo resisti ao máximo...há mas qual o problema de beijar alguem? como sempre diz minha amiga Alcemir:"um beijo, um copo de água e um boquete não se nega a ninguém"...mas eu sabia la no fundo que o beijo não seria apenas um encontro de lábios...eu não sabia porque...nem como...mas minha alma ja o amava desde a primeira vez que o vi...mas como que loucura? o cara mora no rio de janeiro, eu moro em recife...não dá...portanto é melhor deixar quieto...nada de beijo...isso passa...não passou...e graças a insistência desse menino "chato"cedi não so um beijo, como vários e além disso lhe cedi meu corpo...sem saber explicar me atrapalhei todo no sexo com ele, era diferente, algo estava mudado, não era como as diversas vezes que transei com caras, muitas vezes desconhecidos que nem o nome me interessava perguntar, fiquei nervoso, algo que sinceramente me ocorrera poucas vezes na cama...no outro dia mal nos falamos...pensei:devo ter sido péssimo de foda e ele já deve estar com outro...ué mas não fora apenas uma foda... ele voltou a me olhar com aquele olhar de pidão, e dormirmos juntos na ultima noite do encontro...passamos o dia como dois namorados...mesmo sabendo que ele ja tinha um namorado, e que o mesmo o esperava na sua volta à normalidade... ele se foi...senti como se tivessem me arrancado um braço, uma perna, ou seja uma parte de mim... mas tinha que aceitar o fato...milhares de quilometros nos separavam.. cada um tia sua vida independente...não existe "amor a primeira vista"...mas nenhuma dessas desculpas me consolavam e chorei..chorei...e quando cheguei em recife que abri meu orkut, este depoimento saltou nos meus olhos e me deu uma esperança...o que eu sentia era recipocro...caralho ele me quer,assim como eu o quero...sim aceito namorar você...naquele momento não sabia como se daria esse relacionamento, mas sabia apenas que o HOMEM DA MINHA VIDA tinha chegado e eu o queria comigo.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
25 aninhos....
Hoje eu completo 25 anos de idade. Confesso que não sou muito fã do meu aniversário. Na verdade eu gosto muito, mas não sou adepto à comemorações. Prefiro algo mais intimista. Entendem?
Pois bem, mas adoro o dia do meu aniversário e quero destacar outras coisas importantes que referem-se ao dia 04 de janeiro:
Pois bem, mas adoro o dia do meu aniversário e quero destacar outras coisas importantes que referem-se ao dia 04 de janeiro:
- 04 de janeiro de 1643 - Nascimento de Isaac Newton
- 04 de janeiro de 1809 - Nascimento de Louis Braille
- 04 de janeiro de 1785 - Nascimento de Jacob Grimm
- 04 de janeiro de 1839 - Nascimento de Casimiro de Abreu
- 04 de janeiro de 1941 - Falecimento de Henri Bergson
- 04 de janeiro de 1988 - Falecimento de Henfil
- 04 de janeiro de 1875 - Fundação do Jornal o Estado de São Paulo
- Dia do Hemofílico (Brasil)
- Dia Mundial do Braille
domingo, 3 de janeiro de 2010
Quantas vezes você vai me beijar mesmo?
Confesso que durante esse período de contatos apenas virtual eu ficava sempre entrando na comunidade do ENUDS pra ver se John havia deixado algum recadinho pra mim, mas não passava pela minha cabeça estabelecer uma relação RJ x PE, não criei expectativas e nem fiz planos para além do ENUDS.
Ah! Vale destacar aqui uma coisa que ainda não comentei: eu moro no Rio de Janeiro e John em Recife.
Eis que chegou então o dia 03 de setembro de 2009, uma quinta-feira há exatamente quatro meses. Quando cheguei ao aeroporto encontrei com Luciano, um amigo que já havia conhecido em Belém, no Pré-Enuds em 2007. Não viajamos no mesmo voo, mas combinei de esperar Luciano no aeroporto em BH.
E foi o que fiz. Enquanto rumávamos para a UFMG, perguntei a Lu sobre John. Ele me disse que John era muito fácil. Que se eu quisesse ficar não ia ter problemas. E disse outras coisinhas que não vou falar agora... kkk Mas que me deixaram bastante entusiasmado.
Ops! Tenho só que fazer uma observação importantíssima. Alguns dias antes de viajar para BH eu conheci um paraense que mora aqui no RJ. Um cara fantástico, do CARALHO mesmo. Vou chamar de Bernardo, afinal foi o primeiro nome que ele havia me dado... rs Mas depois descobri que o nome não era esse. Esse tipo de coisa é muito comum entre os gays. Muitas vezes o cara te conhece e diz o nome dele errado. Pra tentar preservar a sua identidade. Na verdade não vou fazer nenhum juiízo de valor aqui. Acho que pra muitos isso é necessário. O que acontece é que conheci Bernardo e estava louco para estabelecer com ele um relacionamento, na verdade eu estava louco para namorar com alguém. Meus relacionamentos sempre foram muito efêmeros. Mas avisei para ele que eu iria para o ENUDS e que lá poderia acontecer alguma coisa. Ele me fez apenas um pedido: Que eu não trouxesse nada de lá pra cá. Como a única pessoa que me interessava, a princípio era o John, eu achei que isso jamais aconteceria. Doce ilusão!
Chegamos à UFMG e fomos para o hall da Reitoria onde estava sendo feito o credenciamento. Na chegada encontrei com várias pessoas de Pernambuco que eu já havia conhecido em Belém. E entre eles John Keven. Olhei para John e perguntei: "Quantas vezes você vai me beijar mesmo?" Confesso que não lembro da resposta de John, mas sei que não foi nenhum pouco empolgante. Talvez um riso. Acho que foi isso. Só um sorriso por obrigação. Que raiva que me deu.... rs
Percebi então que ele estava com um cara, um negro, bem grandão. E sempre muito próximo dele. Pensei ser o namorado de John e entendi então o motivo de sua pouca empolgação. Ou então vai ver que ele não havia se interessado por mim. Será que ele me achou gordo? Feio? Tentei não me grilar. Mas não desisti de dar em cima dele. E nem de outros que estavam por lá... rs
Tentei me alojar no mesmo quarto de John, mas não consegui. Tentei então ficar na mesma equipe do Enuds out games (acho que é assim que se escreve... rs) E dessa vez tive sucesso, mas acho que ele não se agradou muito não. Eu nem liguei... rs.
Rumamos então para o alojamento...
sábado, 2 de janeiro de 2010
Jogo do beijo...
Tudo começou quando entrei na comunidade do VII ENUDS e comecei a participar do Jogo do Beijo. Tínhamos que dizer se beijávamos ou não a pessoa acima. Eis que foi rolando o seguinte papo:
Depois que vi esse recadinho do John, confesso que não gostei da foto que estava no perfil, mas entrei no álbum dele e decidi dar uma espiadinha. Fiquei fissurado por esta foto aqui ao lado. Olha, sei que imagem não é tudo, mas confesso que nessa situação eu não posso dizer que retribui o beijo pq John era uma pessoa "legal", mas sim pelo imaginário que criei dele. Primeiramente achei ele lindo, cara de macho, marxista, estudante de ciências sociais, filosofia, história ou algum outro curso de pessoas inteligentes... rs Cara de beberrão, maconheiro... Bem estilo macho mesmo... rs Claro que não passou pela minha cabeça nenhum relacionamento com esse pernambucano, mas imaginei que seria um cara interessante para ficar no ENUDS. Então decidi retribuir o beijo....
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Do nome do blog...
Bom, esse blog antes se chamava "uobscuro". Por isso que ele era em homenagem aos obscuros listados lá no primeiro post de 2009. Mas agora é claro que o nome é dedicado ao meu único amoro: John Keven.
Primeiras palavras...
É claro que quem escreve tem a intenção de que um dia seus escritos encontrem algum leitor por ai. E é lógico que ele quer que sua escrita seja no mínimo agradável para que o leitor possa interessar-se em ler tudo o que ele tem a dizer. E esta é a minha intenção. Não que eu me pretenda escritor. Sou professor. Isso sei que sou. No mais sou apenas alguém que no primeiro dia do ano de 2010 às 05:55 da manhã senta em seu laptop após ter revisto o seu filme preferido decide fazer aquilo que Satine ordena a Christian: “Conte nossa história a todas as pessoas.” Não sei se exatamente com essas palavras, mas as aspas aqui servem para dar voz a memorável personagem vivida por Nicole Kidman em Moulin Rouge.
Então hoje decido aqui fazer duas coisas que eu muito queria. A primeira é escrever um livro. Não sei se de fato estes escritos chegarão a se tornar um livro propriamente dito com capa, contracapa, índice, capítulos e etc. Mas com a facilidade da internet, no mínimo um e-mail encaminhado aos meus amigos ele se tornará. E, somente pelo fato de ter textos e páginas, começo, meio e fim, já posso dizer que o meu leitor ou minha leitora tem o livre arbítrio de imprimir este texto, fazer uma capinha, encadernar e colocar em sua estante de romances. Muito me honraria saber que alguém possui este texto como seu “livro de cabeceira”. Mas, narcisismos a parte, vamos logo dizer sobre o que escrevo.
Assim como Christian, escrevo sobre o amor. E assim como o texto finalizado por ele, o meu inicia-se dizendo que esta é a história de um amor para sempre. Um amor que se inicia no ano de 2009, este que literalmente acabou de acabar e que tenho a certeza que durará até o fim dos dias de minha vida. Engraçado como este ano de 2009 foi um ano “Espetacular! Espetacular!” para mim. Iniciando com a conclusão da minha graduação, passando pela minha posse no concurso público da prefeitura, dando seqüência com a experiência fantástica que estou tendo como professor da Rocinha e indo até a minha aprovação no mestrado. Tudo isso e muito mais nesse curto período de um ano.
Esse muito mais, logicamente tem a ver com as pessoas que marcaram a minha vida ao longo desse ano, não vou aqui ficar citando uma a uma para não cometer injustiças, mas destacarei a mais importante de todas e o verdadeiro motivo de meus escritos: John Keven Nunes Silva. Este é o cara. Este foi o maior de todos os encontros que já tive em minha vida. E que surge assim meio que do nada, mas que mudou de tal forma a minha vida que já nem sei mais onde termino e onde começo sem ele. Nossos corpos, nossas almas, nossos corações, tudo, tudo se misturou de tal forma que posso dizer com toda a certeza que nós somos um só corpo e um só espírito.
Não quero ser leviano e dizer que jamais havia amado em toda a minha vida, afinal de contas eu tenho certeza que amei aquela menina do ensino médio que me fez largar um buquê de rosas vermelhas no pátio da escola, porque no dia do seu aniversário, que coincidia com o retorno das nossas aulas, ela não compareceu e sequer me avisou que não iria. Também amei aquele cara que namorava um louco que me ameaçou de morte e que me fez trocar de telefone em casa, pois eu tinha medo que minha mãe descobrisse que eu era gay. Amei também o outro que tinha quase a mesma idade que a minha mãe e que foi o único, antes do John que minha mãe conheceu pessoalmente. Na verdade esse eu sofri pra caramba por amor. Nossa!
Cheguei até a pensar que eu não nasci para ter ninguém. Que o meu destino seria viver amando e não sendo amado. Lembra do que a cíntira dizia no espetáculo escrito por Christian (voltando ao Moulin Rouge)? “A coisa mais importante da vida é amar e, em troca, ser amado”. Pra mim isso estava muito longe de acontecer, até que me deparei com O HOMEM DA MINHA VIDA. E, pessoas, posso falar uma coisa para vocês? Se vocês estão ai sofrendo, querendo encontrar o amor da vida de vocês, NÃO DESISTAM!!! Ele existe. Ele é real. E quando você encontra você vê que todos os amores de antes todos foram apenas pontes para que o encontro entre vocês acontecesse. Agora usei as palavras do meu poeta favorito Jorge Vercillo.
Bom gente, é claro que essa estória não vai ser toda contada agora, afinal de contas já são 06:30 da manhã estou cheio de sono e amanhã tenho que encarar um campeonato de buraco e um torneio de futebol, ambos tradição de inicio de ano aqui da família, mas prometo que tentarei finalizá-la para me dar de presente na próxima segunda-feira, dia 04 de janeiro, quando completarei 25 anos. Beijos e Feliz 2010 para todas e todos. Até daqui a pouco.
Você é uma farsa! Um pobre medíocre. Um grande fracassado. Sua vida é uma tragédia. Basta olhar o seu passado. Você vive zombando da vida dos outros para dissimular a sua própria história. Cada palavra sua serve para alimentar o seu próprio ego. Você nada mais é do que um parasita. A força da sua energia está na tristeza do outro. O grande derrotado é você. Mas agora chega, não vou mais gastar energia com seres como você. Continue a sua vida assim que eu continuo aqui com a minha cheia de sucessos e realizações. Boa sorte! Feliz 2010. E desejo do fundo do meu coração que a partir desse ano você possa ter uma vida cheia de realizações para lembrar, para não ter que perder o seu tempo criticando a vida dos outros.
Nesse momento aqui decidi colocar esta postagem no meu blog. Acho que tem mais cara de blog isso que estou fazendo. E é bom porque lê quem quer. Não vou ficar forçando ninguém a ler um texto meu. Vai estar aqui. Quem achar interessante vem e lê. Mas não vou me preocupar com as normas cultas da língua portuguesa, até porque o importante é se comunicar. Depois quem quiser encadernar estes posts e colocar na estante, favor, tenha o trabalho de revisar os textos. O meu papel aqui é escrever. E quando escrevo com a emoção, confesso que o que menos importa é a forma. Entendam como quiser! Agora chega de desabafo, vou voltar a falar de pessoas que realmente interessam.
Assinar:
Comentários (Atom)










