Então, é muito estranho. A ficha demora a cair. PORRA! Como assim? Logo agora que estávamos nos aproximando cada vez mais. Sempre tive uma certa dificuldade de relacionamento com meu pai. Nada muito grave. Apenas não concordava com algumas posturas dele em relação a mim. Sabe o que é? Sempre senti uma certa ausência. Mal eu sabia o que era ausência. Agora eu sei o que é. Por mais que ele não tivesse contribuído como determina o figurino para a minha formação, ele contribuiu, como pode ou como quis, não sei. O que importa é que 50% do que sou dependo dele. Sou o sujeito híbrido resultado da Terezinha e do Marco. E como sou. Quantas vezes não ouvi minha mãe falar: "nisso vc é igualzinho o seu pai." Sei que muitas coisas também sou igualzinho a ela, mas no momento é dele que estou falando. Quem conhece a minha vida, meus amigos e amigos da minha família sabem o que estou falando. Cara, a família Peixoto é muito PHODA!!! Ontem, durante o enterro do meu pai, escutei a seguinte frase: "Não esqueça jamais as lições de ética e de família que seu pai deixou pra você!" E eu fiquei pensando, que lições meu pai me deixou? Siceramente, eu e meu pai nunca tivemos aquele bate-papo, pai e filho, mas acho que posso aprender muito com ele. Não sei se sobre ética e família, pq esses conceitos são muito subjetivos, e também pq a minha moral é formada por outras lições de vida. Mas aprendi na minha relação com ele a respeitar as diferenças. E era o que eu estava fazendo. Nunca estivemos tão juntos quanto no último ano. Via meu pai todos os dias. Chegava em casa do trabalho e tava ele sentado no quintal de frente para a porta da sala, vendo televisão. Eu passava mandava um beijinho e alisava o cabelo dele. E ele retribuia mandando um outro beijinho. Quando eu acordava e ele estava no quintal eu dava um assobio e ele retribuia com o mesmo assobio. Ele era meio que "Severino, o quebra-galhos", pai me leva em tal lugar? Monta isso pra mim? Tal coisa não tá funcionando. Como chego em tal lugar? Conhecia tudo que lhe dizia respeito. Cara, como tô gostando de poder escrever coisas boas do meu pai. Hoje, não pela morte, mas pela relação que tivemos nesse último ano, eu já podia dizer que eu tinha um pai de verdade. E que eu amava muito meu pai. Não lembro quando foi a última vez que eu disse isso pra ele. Mas eu espero que ele saiba. Já chorei tanto de saudades do meu pai, mas bastava eu vir para a Areia Branca que eu encontrava com ele. Eu sabia que ele estava aqui. E agora? Quando a saudade bater, o que eu vou fazer? Aonde eu vou encontrar aquele bigode? E as piadas sem graça? E o riso parecido com o meu? Pai, não tenho uma visão endeusada de você, e isso é bom, pq somos humanos, não somos perfeitos. Por isso que aprendi a lidar com suas diferenças. Te amar do jeito que você era. Eu não queria muito não, eu só queria que no dia que eu cheguei, eu também tivesse te mandado um beijinho e passado pela útlima vez a mão no seu cabelo. Meus braços ainda estão doendo do peso do seu corpo. Mas confesso que queria que essa dor não saísse. Pq pelo menos eu ia sentir concretamente algo de você em mim. Se eu pudesse ter feito alguma coisa... Lembra o que vc fez por mim quando engasguei no churrasco? Vc sabia exatamente o que fazer para salvar a minha vida. E eu não soube o que fazer para salvar a sua. Como eu queria ter sentado do seu lado, quando eu cheguei. Também queria ter entrado naquele carro com vc. Como eu queria ter sentido o seu corpo quente. Ter te abraçado. Fazíamos tão pouco isso, né? O que importa, pai, é que nossa relação lavou todas as mágoas do passado. Se vc puder, volta um pouquinho. Aperece em sonhos, sei lá. Queria conversar com vc. Sabe aquela conversa de pai e filho que nunca tivemos?Arruma um jeitinho aí. Deve ter alguma forma dela acontecer. Ou então simplesmente leia esse texto e tenha certeza do amor que tenho por vc. Óutra coisa que ficou faltando foi a foto da família toda reunida no final do ano. Pq não tiramos, hein? E o bobo aqui achava que poderia ser feita no próximo Ano Novo. Doce ilusão!
sábado, 27 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
Aonde estão meus anjos?
Tá fazendo tanta falta. É impossível segurar as lágrimas nos olhos, mas neste momento eu estou assistindo ao Programa do Raul Gil, o quadro homenagem ao artista e estou me sentindo um completo imbecíl, chorando compulsivamente ao ver a homenagem aos Titãs. Mas é porque o sentimento de amizade e de família é tão bonito que confesso chega a me dar tristeza. Não pela felicidade deles, mas por eu perceber que neste momento eu já não tenho mais tão perto de mim os meus titãs. Os meus titãs que ficaram colados na minha vida desde novembro de 2003, mas que hoje parecem estar tão distantes. O que eu faço pra ter vocês do meu lado novamente? Nós não conseguíamos ficar um dia sem nos falarmos, sem nos ligarmos, sem estarmos perto. E hoje passamos dias, semanas, às vezes meses. Daqui a pouco serão anos. Confesso que não sei o que fazer. O abismo está aumentado mais e mais. Isso é normal? Será que temos que deixar esse abismo tomar conta de nossas vidas? Tá doendo demais. Mas eu tenho muito medo de que as lágrimas sequem e de que a dor acabe por se acostumar com o abismo. Mais uma vez confesso, não sei o que fazer. Existe algo que possamos fazer? Os titãs ainda me fazem lembrar alguns momentos que esteve presente em nossas vidas. Enquanto houver sol, ainda haverá. É preciso saber viver. AMO VOCÊS!!! E nossa composição? “Alguém especial em ti encontrei. Foi tão lindo, quando te notei. E pude entender que Deus enviou a mim um anjo protetor. Tantas vezes pensei desistir, mas você me fez prosseguir. Ajudando a levar a cruz. A não me afastar de Jesus. Meu anjo, meu amigo, meu irmão a vida é bem mais bela se estou com você. Mas se o tempo não quiser querer, não vou deixar de amar você. Nossas vidas estão nas mãos do Senhor, por isso não temo. E na tribulação, meus e os seus estão seguros em Deus.”
Saudades... http://www.youtube.com/watch?v=U_wjKBskdUk
Saudades... http://www.youtube.com/watch?v=U_wjKBskdUk
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