quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
















Algumas fotos do ensaio para a FLSH publicado em 02 de fevereiro de 2016.
Sábado de carnaval, 06 de fevereiro de 2016. 19:50 - Arpoador
Quando acordar, saiba que sonhei...

Senti.
(Não) pedi explicações.
Vivi.

Tentarei.
Nada além,
Apenas o que nos couber.

Está sendo novo,
De novo.
Sempre é diferente.

Paciência e esperança
admiração e gratidão.
#tamujunto

Autor: Leo Peixoto
Escrito na madrugada entre a terça de carnaval e a quarta de cinzas.
Belford Roxo - 2016.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O homem que fantasiava o passado

Conheci um homem que fantasiava seu passado. Ao falar sobre ele, seus olhos brilhavam de alegria e emoção. “Quanta saudade dos tempos de infância, onde não havia problemas.” Quando criança, fantasiou um amor incondicional por seu avô paterno, que falecera quando tinha apenas dois anos de idade. Fantasiou o dia da sua morte, fantasiou a imagem do avô indo para o céu e inventou um vazio que trazia um delicioso sofrimento. Pouco depois, começou a fantasiar amores e dessa forma descobriu como alimentar o vazio. Namorava, terminava e sentia falta. Chorava e sofria pelo que partiu. Por tudo aquilo que viveu e que jamais voltaria a viver. O vazio o completava. Perder era seu maior prazer. Amava sofrer e sempre dizia: “Saudade do tempo em que...”. Jamais escrevia diários. Preferia as memórias, mas não as escrevia por medo de torná-las rígidas demais. Seu maior desejo: que seu passado vivesse feliz. Futuro e presente? Pouco importavam, um dia chegariam ao fim.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

domingo, 24 de junho de 2012

O poço

Quando eu era criança eu amava tomar banho de poço. A água era bem geladinha e dependendo do poço a gente podia até beber. O poço pra mim era diversão, lazer!!! Quando a água estava raza, a gente jogava o balde e tomava banho do lado de fora. Mas lembro que na casa do meu padrasto dava pra entrar no poço, de tão cheio que ele era. Desde criança aprendi que podemos entrar e sair do poço. E podemos nos divertir dentro e fora. Os poços da época de criança, não encontro mais. Mas às vezes me dou conta de que estou no poço. Se o poço estiver razo, eu choro muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito pra que encha e eu consiga sair. Se estiver cheio eu mergulho, brinco, canto, danço e bebo da água do poço... Continuar depois é muiito mais refrescante!!!!

Plataforma


Minha vida é uma plataforma, um porto, um aeroporto, um cais. 
Chegadas, partidas, despedidas, esperas, começos e fins. 
O melhor e o pior são as sensações. 
Sinto, logo existo.

sábado, 21 de abril de 2012

Meu olhar sobre a vida...


‎"Navegar é preciso! Viver não é preciso!" 

A vida é mar: imprecisa e incerta. A precisão necessária à navegação controla o barco, mas não controla o mar. Em alguns momentos, é melhor deixar o barco seguir. Em outros, é preciso ancorar. A maravilha está em descobrir. Isso não significa, apenas, encontrar novos mundos. Descobrir é também retornar ao porto. Descobrimos as mudanças que o tempo fez à terra e reconhecemos algumas mudanças que sofremos com a imprecisão do mar.